LIVROS!!!

Como resistir ao entrar numa livraria, só de avista-la em nossa MIRA, já temos palpitações!... O cheirinho dos livros, as capas tentadoras.... Uiiiii... Meu maridão têm até medo quando entro numa livraria rere... Fico enlouquecida! 

Somente Deus



Por Kátia Ferrari Tabata


Você já ficou de joelhos em silêncio porque não conseguia colocar em palavras o que estava preso no seu coração? 

Você já chorou tentando orar porque a dor era grande, ou nem sabia o porque estava chorando? 

Você já se sentiu fraco,derrotado e que não conseguiria nada? 

Você já desejou não ter nascido e pensou que você era o problema? 

Você já ficou calado por horas,apenas em silencio porque palavras faltavam em seus lábios ou porque não tinha ninguém pra conversar? 

Você já sentiu que ajudava todo mundo,mas não conseguia ajudar a si mesmo? 

Você já quis conversar mas não tinha ninguém perto de você? 

Em todas essas horas o Espirito Santo estava ao teu lado esperando apenas um sinal para poder te ajudar.

Nessas horas Deus estava te contemplando e vendo a tua dor. 

E se hoje depois de tudo você ainda está de pé. 

É porque Deus te levantou,mesmo você nunca tendo notado que Ele estava lá. 

Foi ele quem te fez dormir e te abraçou quando ninguém mais fez isso por você.



"É assim que me senti... Muitas vezes...
E Muitas vezes Deus... Aliás, em todas elas, Deus cuidou de mim!
Foi o meu amparo, o meu Pai celeste e sua palavra a mãe que abraça e acolhe quando senti o frio congelador e paralisante do desprezo... 
...conduzi  à linha de meu valor." by C@ká



Livro (resenha): Tudo o que Mãe diz é Sagrado - Paula Corrêa


Por Kássia Rocha

Sempre confiro dicas de leituras em outros Blogs e, me deparei com a resenha deste livro no Blog “Cachola Literária” (por sinal, ótima resenha). Quando ele chegou, gostei da capa (na hora que você ler o livro, a capa terá mais sentido ainda, pois a autora se mune de uma poética fragmentada, para falar dos detalhes diários - de sua dor contínua - e dos momentos “sagrados” entre mãe e filha), do diferencial interior, entre as páginas...


           A minha expectativa, quanto ao livro “Tudo o que Mãe diz é Sagrado”, foi imensa, por se tratar de uma história – verídica – de perda, no qual, a autora Paula Corrêa passou, com a perda de sua mãe. A maneira como tudo se constrói e se desmorona, constantemente, tornando a leitura trancafiada (em muitos momentos de solidão e retenção a crença e ao viver) e tensa, mas liberta por alguns segundos de paz ao lado do fiel amigo Astor, seu cão. Ocorrem tempos suspensos à mercê de uma dor física (devido ao tratamento médico que Paula esta submetida), pois, ao ver sua mãe sofrendo e quase sem vida, doou 75% do seu fígado, num transplante doloroso, e a dor emocional, que permaneceu crescentemente após sua mãe ter falecido.

 “Meu irmão fotografou a minha mãe sendo maquiada, morta. Perturba-me saber que essas imagens existem, mas é poético e sobretudo mostra a devoção e o amor de um filho.(Pg. 20)

A morte lançava seu perfume e deixava no ar essa sombra fúnebre. Onipresente, saía por todos os poros e revirava nossos estômagos de angústia velada.(Pg. 27)

Percebi, nas primeiras páginas, o quanto a autora estava reticente ao falar desta dor prevalecente, os detalhes eram francos e curtos, quando se entregava a poética metafórica, tudo se tornava prosa, conflitante retoricamente. Seguindo, adiante nesta leitura, vamos sentimos a libertação da autora, no desenvolver de suas lembranças e agonias.

O vento, sim, leva tantas coisas... O apego, as chagas antigas, os temores. E a doce manhã nasce com um véu dourado no leme.” (Pg. 39)

De começo tive que reler as primeiras 20 páginas para entender como funcionaria a coordenação textual da autora, se era um diário simples ou metáforas sem sentido ao assunto principal (eram os dois), sim, senti que o “sem sentido”, havia um sentido de desabafo, não somente com a perda, mas com a opinião critica social, aos desmazelos da sociedade, das pessoas e índoles não-domesticadas. Mesmo assim, ela procurava uma razão a sobrevivência...

“[...] Eu preciso sair. Ir para a rua. Saber que minha casa pertence a uma cidade. [...]” (Pg. 44)

Um livro de poucas páginas, de pontuações viscerais, que cabe a qualquer pessoa, em algum momento, se render a ler esta temática. Mesmo tendo falado muito, com trechos do livro, ainda há muitos detalhes por lá, descrenças e dores que te farão estar lá, junto à solidão da personagem e das questões elencadas.

“[...] Uma vez, no hospital, tomada de morfina, tive uma visão. Ela ia me visitar. Começava a cantar. Fui com ela até a UTI e tirei minha mãe do torpor. É de Maria Bethânia que falo. [...]” (Pg. 57)

“[...] Morri sem ter um cafuné, um último olhar, morri sem que ela apertasse forte minhas mãos, morri sem saber o que ela sentiu ao acordar com a possibilidade de viver não dois meses, mas vinte anos. Bailarina, segura minha mão. Eu preciso respirar.(Pg. 74)

Editora: Leya
Ano Edição: 2013
Número Edição: 1
Qtde. Páginas: 168
Encadernação: Brochura
Idiomas: Português
Peso: 200 g
Dimensões: 14 x 21 cm







Desabafo gera crítica, crítica gera desamor, desamor gera desunião e desunião desata todo o laço cristão, o laço de amor e compreensão que nunca existiu entre os que nos chamam de irmãos! 

Por Kátia Ferrari Tabata


















Eu queria poder expressar tudo o que sinto por minha filha, mas, penso que os olhos dizem tudo, e os gestos valem mais do que muitas palavras.


>Uma pena que muitos trocam o que lhe é mais precioso, por seu.. egoísmo ínfimo (momentâneo) e com escolhas que lhe farão aprender o que vale mais na vida.. 


Livro (resenha): AMAR, VERBO ATEMPORAL – 100 poemas de amor (Celina Portocarrero)


Por Kássia Rocha
Sou uma leitora compulsiva, gosto muito dos Clássicos (brasileiros e/ou estrangeiros)  e, mais do que isso, gosto de poesias. Quando vi este livro, em um determinado programa de TV (no qual, falava-se muito sobre ele), logo comprei!

Livro: AMAR, VERBO ATEMPORAL
Subtítulo: 100 poemas de amor
Páginas:240
Formato : 14x21


Como sempre, a leitura nos surpreende dificilmente de forma negativa, pois, antes de comprarmos um livro, é essencial lermos as criticas (não muitas, senão te atrapalhará na leitura, quanto às descobertas no decorrer da história...) e sinopses sobre ele, para que, possamos comprar um livro de acordo com o nosso “perfil” de leitura, ou do momento “auspicioso” que estaremos, para determinadas leituras, digo isso, porque, leio variados temas, conforme cada momento e interesse em que me encontro. Vou do clichê ao clássico, do assustador e misterioso, ao monótono e arcaico. E claro, os romances, definitivamente, quando me surpreende (tanto na estrutura textual e dinâmica, quanto uma construção culta admirável), de fato, são os meus favoritos!
A poetisa Celina Portocarrero seleciona os poemas de amor (mais variáveis possíveis), poemas reunidos de forma majestosa! E mergulhamos num universo delicioso, que é o do amor. Àqueles com dedicatórias, não correspondido, de amizade que se transforma em algo sofredor (um amor que se consome e que o personagem definha e fibrila, ao emanar este amor, na escrita). Enfim, ler estes poemas, com certeza nos remete a sensibilidade e inspiração profunda, para escrevermos e criarmos universos paralelos, nos entregar ao nosso imaginário, tornando cada poema uma história – bem construída. Fora a seletiva dos poemas e poetas, que transforma este livro em algo inovador - para a atualidade literária -, mediante a tantos livros de poesias por aí, misturando (nesta obra) conteúdos de escritores históricos e de poetas atuais.

Vou deixar alguns trechos de poemas que, contém no livro:

[...] Ilumina com teu divino olhar
Esta alma que os teus pés, anjo dileto,
Vem, banhada de lágrimas, beijar.
(Súplica – Adelino Fontoura. Pg. 17)

[...] Mal sabe que, se acaso, novamente,
buscasses o calor do velho ninho
de onde um capricho te fizera ausente,
eu, esquecendo a tua ingratidão,
juncaria de rosas o caminho
em que voltasses para o meu perdão...
(Para o meu perdão – Adelmar Tavares. Pg. 21)

[...] Eu lhe ofertei uma rosa vermelha
para saber se ela ainda me quer.
- Sereia morena, olhar de esguelha,
tu não queres ser minha mulher? [...]
(O amor da sereia – Adeilton Fonseca. Pg. 27)

Eu vi a linda Estela e, namorado,
fiz logo eterno voto de querê-la;
Mas vi depois a Nize, e a achei tão bela,
Que merece igualmente o meu cuidado. [...]
(Estela e Nize – Alvarenga Peixoto. Pg. 41)

[...] Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu! [...]
(Amor – Álvares de Azevedo. Pg. 45)

[...] Ambos assim, tragando a ambiência vasta,
No desembestamento que os arrasta,
Superexcitadíssimos, os dois. [...]
(A Fome e o Amor – Augusto dos Anjos. Pg. 53)

[...] Sabes d’um mal que leva as criaturas
De pesar, em pesar, de dor em dor,
Por uma galeria de loucuras? [...]
(A minha amiga Euthalia de Barros Gurgel do Amaral – CARMEN FREIRE, Baronesa de Mamanguape. Pg. 69)

Este leito que é o meu, que é o teu, que é o nosso leito,
onde este grande amor floriu, sincero e justo,
e unimos, ambos nós, o peito contra o peito,
ambos cheios de anelo e ambos cheios de susto; [...]
(Noite de insônia – Emílio de Menezes. Pg. 93)

[...] Escuta o canto dos grilos
Que com suas vozes de flauta
Parecem chamar teu nome
Numa terna serenata.
E as avencas, comovidas,
Choram nas gotas de orvalho
Suas lágrimas de prata. [...]
(Canção pra despertar minha prenda – Marcelo D’avila. Pg. 119)

[...] formosa, qual se a própria mão divina
lhe alinhara o contorno e a firma rara;
formosa, qual jamais no céu brilhara
astro gentil, estrela peregrina; [...]
(Formosa – Maciel Monteiro. Pg. 157)

Tu és morena e sublime
Como a hora do sol posto.
E, no crepúsculo eterno
Que te envolve o lindo rosto, [...]
(Que mimo!... – Tobias Barreto. Pg. 205)

[...] O amor romântico é uma doença que não acaba
E nem procuram a cura, a ciência
O amor romântico tem mercado
Poetas, letras, o dono do alambique, terapeutas
Todos lucram com a desgraça [...]
(Uma moça – Walquíria Raizer. Pg. 211)