Saudades


Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!

                     Florbela Espanca

Luminárias com folhas



Luminárias com folhas
DECORAR EM CASA

Luminárias com folhas

Por:
Muchi Pérez
Decore e ilumine seu lar com esses candelabros rústicos que imitam ferro.

Você precisa de:

Aros de madeira de 7 cm de diâmetro, (6) Massa de dois componentes Arame forrado fino Papel higiênico Fixador selador a água Folhas frescas Conversor de óxido neutro Fio de algodão Vareta de madeira Contas de madeira Tigela de vidro

Passos

1Folhas: retire parte dos nervos centrais da folha fresca.
2Pincele a parte do verso da folha com fixador selador à base de água. Cubra com papel higiênico e pressione com uma esponja para copiar todos os nervos. Repita até obter 5 camadas, incorporando entre a segunda e a terceira uma porção de arame no lugar dos nervos ausentes. Deixe secar.
3Recorte o perímetro da folha e desprenda a folha de papel da folha natural.
4Pinte as folhas de papel com o conversor de óxido preto. Reserve.
5Base: una 3 aros de madeira com massa epóxi de maneira que sirva de base para acomodar uma pequena tigela de vidro. Deixe secar.
6Pinte a base com conversor de óxido preto e pincele o fio de algodão com a mesma tinta. Deixe secar.
7Para fazer a armação da peça, envolva as folhas na base e pendure numa vareta central, com a ajuda do fio de algodão e das contas de madeira.
8Faça outra peça similar e espete na vareta, em alturas diferentes.
Fonte: http://www.bemsimples.com/br/artesanato/290-luminarias-com-folhas?fb_comment_id=fbc_10150511201980788_34732196_10151969946935788#f104245a6c

O raso e as rasuras'

by Kássia Rocha

FOTOGRAFIA DE BRUCE_HOOD
Vejo a imensidão de pessoas e submundos de que se ficam envoltas... O distanciamento entre os elos, o correr dos nevoeiros, à procura de outros que os cubram seus defeitos, fazendo-o crescer, de modo, a tudo paralisar por dentro, sem sentimento...
Solidariamente emano um nevoar esbranquiçado e contido, para que possa enxergar onde tudo pode ser reconecto, a fim de, coexistir novamente...
Nem tudo pode seguir como era, mas quero que seja algo de renovo, de conciliações, das partes quase que, “normais”... E a vida seguirá o curso das coisas, dos fatos que foram advertidos, disso ninguém escapará...
Que não seja eu a negar e/ou esvair o que sinto, é amor... Podemos amar na medida de diversas formas e fôrmas. Assim, conforme a massa cabe no que é propício faze-la crescer, lentamente...
Aliviar-me-ei!....
Esfumaça-se a dor que sinto, ou sentia...
Deixo estremecer meu céu, meu véu...
Sorvo como um gole doce da neblina que me cerca, deixo e vento entrar, passear ...  Avisto os córregos que me ensinam a seguir livremente, sem temor de gente!
O que posso esperar? O ardor desrespeitoso? Desamor...
Espero somente fazer a diferença nos meus dias, deixar as portas abertas, com omissões de esperanças, estas jaz na mão do Criador...
Abro os caminhos, embora tão rasos, deixo para quem queira passar por ali.
De rasuras que ficaram estas joguei pelo caminho, o meu presente me faz triunfar, sem sequer tempo para resgata-las... Nada foi perdido, o preenchimento vêm dobrados, completando as lacunas e desbloqueando todos os medos possíveis...
*** TORNO-ME RASA, DEIXAREI O CURSOR ME LEVAR, COM SEGUÊNCIAS À VISTA, DE FATOS COMPASSADOS PELA MENTE, JUNTAMENTE COM O CORAÇÃO SABIDO DE AMAR.

Por que é importante escrever bem?


A escrita é fundamental para o trabalho e o dia a dia. Veja os benefícios que escrever sempre traz para você e para o seu filho

13/05/2010 18:07 

Apenas 25% da população brasileira adulta é plenamente alfabetizada
Desde que o homem começou a organizar o pensamento por meio de registros, a escrita foi se desenvolvendo e ganhando extrema relevância nas relações sociais, na difusão de ideias e informações. Como diz o jornalista Roberto Pompeu de Toledo, ela até ficou ameaçada com o advindo do telefone, da televisão e do cinema, mas logo recuperou sua força. "O que aconteceu com a expressão escrita é uma coisa curiosa. Ela parecia agonizante. Eis que surge a internet, e-mail, o blog, o twitter, e a escrita recupera-se do estado agônico de modo inesperado e espetacular. Quem insiste em prescindir dela está fora do mundo", opina o jornalista e colunista da revista Veja. "Nem é preciso que pais, ou professores, venham a incentivar os alunos. O aparato tecnológico que os cerca fala por si". 


Tanto é verdade que inúmeros órgãos e movimentos ligados à Educação, assim como o MEC, vêm desenvolvendo ações cuja finalidade é a formação de jovens e crianças com capacidade para usar a escrita (e a leitura, obviamente) nas mais diversas práticas sociais, com autonomia!

O Instituto Ecofuturo é um caso assim: criou um concurso de redação destinado a estudantes de escolas públicas e privadas, que visa, por meio da escrita, estimular a manifestação da criatividade e a autoexpressão. Na sexta e última edição do concurso, mais de 30 mil redações foram recebidas e uma pesquisa, ao final, foi realizada. O resultado instiga: 22% dos alunos vencedores acreditam estar escrevendo mais depois do concurso e 35% estão mais aplicados nos estudos. Qual seria a explicação para isso? "Uma delas é que o aluno foi encantado com a possibilidade de se pronunciar, de ter uma escrita autoral, e se viu reconhecido, capaz", explica Christine Fontelles, diretora de Educação e Cultura e Comunicação no Instituto Ecofuturo, organização não governamental mantida pelo Grupo Suzano.

É possível concluir que a criança estimulada a escrever regularmente tem mais chance de adquirir este hábito e escrever melhor? Um estudo divulgado este ano pelo Fundo Nacional de Alfabetização do Reino Unido, "The National Literancy Trust", mostrou que sim - assim como a criança que lê mais também apresenta melhor desempenho na leitura. 

Jorge Miguel Marinho, escritor, roteirista e professor universitário de Literatura Brasileira, defende que, no fundo, todos querem escrever porque a escrita resulta de uma motivação natural de fazer com que a experiência individual de cada um se torne um meio de comunicação com o mundo. Só é preciso um incentivo, um empurrãozinho, que precisa vir, sobretudo, de pais e educadores. "Acredito que crianças, jovens e mesmo adultos que vivem com pessoas que valorizam e são entusiasmadas com o mundo dos livros e da escrita têm mais oportunidade de viver a sensibilidade das palavras enquanto leitores, escritores e até criadores e isto, mais do que um hábito, torna-se um componente absolutamente necessário e imprescindível para a vida", argumenta Marinho, que acaba de lançar o livro A convite das palavras: motivações para ler, escrever e criar

A prática da escrita não deve ficar restrita a estudantes, nem tampouco aos que dominam a forma culta, como os escritores. "Escrever vai muito além das regras impostas por qualquer sistema teórico ou didático: é um modo privilegiado de se descobrir e desvelar humanamente a experiência imperdível de viver", complementa Jorge Marinho, com sabedoria. 

Nos itens abaixo, Jorge Marinho, Roberto Pompeu de Toledo, Christine Fontelles, cientista social por formação, e Mary del Priore, historiadora e escritora, falam sobre a importância da escrita e dão motivos para qualquer cidadão escrever sempre. Confira! 

Leia também a reportagem A importância da leitura


Parabéns aos nossos amigos escritores...



#aprenda




"Uma vez, escutei uma coisa que nunca mais esqueci: se o que você está fazendo não está dando resultado, talvez o problema não seja atingir a forma certa, e sim refazer as coisas. Fazer de novo, de um novo jeito. Se o seu jeito não está funcionando, troque de jeito até acertar."

(Clarissa Corrêa)

... esse tal de Amor...


"Pois de amor andamos todos precisados, em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente. Amor que seja navio, casa, coisa cintilante, que nos vacine contra o feio, o errado, o triste, o mau, o absurdo e o mais que estamos vivendo ou presenciando."

(Carlos Drummond de Andrade)

A Escola ajudando os Pais a serem educadores.



> "Na casa onde o pai diz Vinho e a mãe diz Água, o filho Desanda"
e
> "Quando a escola diz Vinho e os pais dizem Água, o filho Desanda"

(Içami Tiba)

Famílias desgovernadas: As crianças que mandam nos pais

A menina cheia de manias.

Era uma vez uma menina cheia de manias. Sabida como ninguém. Tinha mania de querer recolher saberes por ai, bastava à curiosidade aguçar, guardava o saber no bolso. 

Suas manias eram todas de estimação. 

Roer as unhas, sua mãe não deixava não.
Mas, debaixo dos lençóis, feito caverna, lá estava ela, unha por unha, não sobrava nadinha...
Falar sozinha, essa ninguém aguentava.
Seus amigos achavam que era com eles que ela falava, que nada.
Essa menina imaginava, tanto, que voava... seus pensamentos iam a lugares mágicos.
Acho que tinha mania de asas, de ser pássaro. 

E assim a vida ia passando e cada vez mais essa menina cheia de manias, crescia.
Se você pensa que ela parou de colecionar manias, se engana.
Na sua estante, além dos livros, a menina, já mulher tinha um pedacinho de cada lugar que ela conhecia.
Dos lençóis maranhenses, trouxe a areia, bem fininha, ficava guardada no pote, pra dar sorte.
De Paris, miniatura da Torre Eiffel, pra lembrar aquele amor.
Das Cataratas do Iguaçu, um pouquinho da água.
Da Amazônia, trouxe um pé de pitanga.

Conchinhas, sabonetes de hotel, flores secas, e por aí vai, era mania de guardar lembranças.
Todas guardadinhas. Volta e meia era só abrir à gavetinha e pegar a mais acolhedora, abraçar e voltar a ser criança.

Patrícia Rocha

Tenda dos Sonhos

by Kássia Rocha

Convidaram-na a conhecer um lugar muito pessoal, intimo.
Olhou, logo adiante, eram tecidos, e uma estrutura simples.
Uma estrutura que já tinha visto muitas vezes, em vários lugares...
O tecido desbotado, umas partes escuras e outras muito claras.
FOTOGRAFIA DE COUTINHOBR
Em uma caixa, próxima a ela, encontrava-se um envelope.
E, ao abri-lo começava a ler:
- Lembra-te desta estrutura? Destes tecidos? De quando cuidadosamente você subia as escadas, com os pesados tecidos à mão, prendia-os por camadas, não havia cores neles, somente as sombras criadas sob o manuseio que exercia...
As lágrimas brotavam... Quantas recordações lhe sobrevinham... Continuava lendo...
- ...  E quando pendurava os apetrechos que lhe inspirava - adquiridos em sua caminhada na vida - ali queria apenas repousar. Mas uma coisa sempre acontecia debaixo daquela tenda...
E ali, ela olhou ao redor e sorriu.
- Esqueceu-se da magia? Com as luzes, que mal funcionavam, era você entrar, suspirar... Que tudo, aos poucos, ganhavam formas - se transformava, eram sonhos que não se via aos olhos humanos, eram revelações da alma.
Ela sabia do que ele estava falando... Mais um encontro a aguardava...
 - Hoje quero ver você se mover, erguer sua estrutura, sim estas a que vês perante ti, que fizeram parte de muitas ocasiões em sua vida, de muitos festejos programados, de muitas decisões particularmente tomadas, foi com esta estrutura que conseguiu, por um momento crucial,  realizar seus sonhos. E que nela tens muito mais a sonhar, a reorganizar, ganhar fôlego na esperança que sempre te acompanhou. Agora ao adentrar, permita-se a idealizar novos projetos e conquistas.
Ele tinha razão, tudo seria preparado para este encontro, era preciso.